“Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina” – 2 Timóteo 4:2.
Um ministro estava se preparando para pregar aos detentos de uma instituição penal. Uma tarde antes da pregação, ele decidiu visitar o local. O diretor mostrou-lhe as dependências da prisão, e terminou a sua visita na capela – um grande auditório para aproximadamente 1.500 pessoas. “Ele estará lotado amanhã”, disse o diretor. Duas poltronas na fila da frente estavam cobertas de veludo negro. Curioso, o pregador desejou saber o porquê de estarem assim isoladas, então o diretor respondeu-lhe: “os dois homens que ocuparão esses lugares estão sentenciados à morte. Na segunda, eles serão executados na cadeira elétrica”. Então o pregador disse: “Pelo que eu entendo, esse será o último sermão que ouvirão”? “Sim senhor”, foi a resposta. “O seu sermão será o último que ouvirão”. Quando o pregador chegou em casa para estudar, pegou o sermão que tinha preparado, revisou-o, e o rasgou. “Inútil”, ele disse. “Não atende às necessidades. Então ajoelhando-se ele orou: “Oh Deus, dá-me uma mensagem para esses dois homens que se assentarão nas poltronas negras”. Irmãos há poltronas negras em cada auditório. Cada vez que pregarmos, estaremos olhando nos olhos de homens e mulheres que estarão sob julgamento. Estaremos falando a homens e mulheres que estão sob a sentença de morte. Tal urgência nos apelos capacita o Espírito Santo a operar poderosamente nos corações e mentes. Apelo por evangelismo público - Mark Finley - p.6 Quem são as pessoas destinadas as poltronas negras que nos rodeiam? Em 8 de outubro de 1871, Dwight Moody pregou um sermão titulado “Que farei com Jesus?” No fim do sermão Moody disse, “Quero que levem com vocês esta mensagem nesta noite e pensem sobre ela. Na próxima semana, quando retornarem, vou convidá-los a uma decisão por Cristo.” Então Ira Sankey começou a cantar, “Hoje o Salvador convida, apressa-te para o refúgio; a tempestade da justiça se precipita e a morte esta às portas”. Sankey nunca terminou o hino. Enquanto estava cantando, ouviu-se as cirenes dos carros de bombeiro em disparada pela rua. Antes do amanhecer Chicago estava em cinzas. Em seu dia de agonia Moody arrependeu-se por haver dito à congregação para vir na próxima semana e decidir o que fazer com Jesus. Ele disse, “Nunca mais ousarei dar à audiência uma semana para pensar em sua salvação. Se eles se perderem podem levantar-se no julgamento contra mim. Nunca mais verei esta congregação. Nunca mais encontrarei essas pessoas até que as encontre no outro mundo. Mas quero dizer-lhe uma lição que aprendi naquela noite, a qual não me esquecerei jamais, ou seja, quando prego eu insisto com as pessoas para aceitarem a Cristo naquele momento e local, e procuro levá-las a uma decisão imediata. Prefiro ter minha mão direita cortada a dar a audiência uma semana para se decidir sobre o que fazer com Jesus.” (Citado por Roy Allen Anderson, The Shepherd Evangelist, pág. 186, 187). Vivamos a vida em santidade e com autoridade para que preguemos a Palavra a tempo e fora de tempo, redargüindo, ou seja, corrigindo, repreendendo, exortando com toda longanimidade e na verdadeira doutrina, porque no tempo presente muitos já não suportam a sã doutrina, mas, tendo comichão nos ouvidos, cercam-se de “mestres” conforme suas próprias concupiscências (apetite carnal desordenado), desviando-se da VERDADE, tornando ou entregando-se as fábulas. (Como “fábulas” podemos entender histórias fabricadas, supostamente dotadas de valor religioso e espiritual, baseadas em heróis bíblicos, mas que não passam de meras arquitetações humanas a fim de atingir objetivos específicos
(Salvo citação contrária, todos os textos bíblicos são da Bíblia Sagrada - João Ferreira de Almeida - Edição Corrigida e Revisada Fiel ao Texto Original.)
Permitida a reprodução desde que citada a fonte.
"Julgai todas as coisas, retende o que é bom" - I Ts 5:21
Preserve o Meio Ambiente.
Imprima apenas quando essencial.
Por Vilson Ferro Martins – www.vozdotrono.com.br
Nenhum comentário:
Postar um comentário